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Anatomia de um Crime (1959) – Onde Assistir ao filme


SEM CUSTO FINANCEIRO – O advogado Paul Biegler defende um tenente do exército acusado de assassinar o homem que teria violentado sua mulher. Durante o julgamento, Biegler descobre que o caso depende exclusivamente de um misterioso sócio da vítima, que guarda um segredo.

FOTOPOSTER

ONDE ASSISTIR Anatomia de um Crime (1959)?
Anatomy of a Murder
NOTA BRASIL 4.1/5 – MUNDIAL 8.0/10
POPULARIDADE
BRASIL 1.670 – MUNDIAL 79.000
SEM CUSTO FINANCEIRO

6 NETMOVIES

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CRITICA

Aqui temos um belo trabalho de Otto Preminger e James Stewart, que mais uma vez faz uma excelente atuação. Logo após assistir ao filme, fui pesquisar sobre ele. Descobri que as filmagens duraram somente cerca de duas semanas. O filme foi muito controverso para a época por utilizar palavras de baixo calão. Mas o que me chamou muito a atenção mesmo, foi o fato de o pai do ator James Stewart ter ficado tão ofendido com o filme, que ele colocou um anúncio no jornal local que dizia para as pessoas não assistirem.

O papel da mulher é tão interiorizado e ridicularizado que sofri minutos de agonia. A vítima é tratada como provocadora do crime. Tipos de vestimenta, o fato de sair a noite sem o marido, o fato de comemorar perante um jogo, de aceitar a carona de um amigo. E a parte mais humilhante nem é essa.

Era evidente que a Laura sofria abuso físico e mental em casa. Ela diversas vezes disse de maneira brincalhona ao advogado Paul os seus medos e frustações perante o casamento e ao seu marido. E mesmo assim, um personagem que “busca a verdade” como o advogado Paul diz de si mesmo, se esforça para liberar um assassino violento.

Assassino violento que na última cena do filme claramente continuou seus “impulsos irresistíveis”: a bebida, o sapato de salto da Laura jogado na lixeira e a fuga repentina.Todos esses fatores mesclados com a naturalidade de Paul e Parnell ao se deparar com essa cena me deixaram com tamanha angústia e nojo que não consegui admirar o filme como tantos aqui, Novamente: fui anacrônico, eu sei, mas se nunca olharmos o passado com os olhos do presente a fim de distinguirmos a moral presente da moral passada, não haverá evolução, pois não haverá descontentamento.