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RoboCop: O Policial do Futuro (1987) – Onde Assistir ao filme


SEM CUSTO FINANCEIRO – Na Detroit do futuro o crime e a violência tomam conta da cidade. O Oficial Alex J. Murphy, ferido mortalmente em trabalho, retornará como um ciborgue praticamente indestrutível, uma arma da polícia conta os criminosos. Mas lembranças do seu passado acabam atormentando suas funções.

FOTOPOSTER

ONDE ASSISTIR RoboCop: O Policial do Futuro (1987)?
RoboCop
NOTA BRASIL 3.6/5 – MUNDIAL 7.6/10
POPULARIDADE
BRASIL 17.347 – MUNDIAL 314.000
SEM CUSTO FINANCEIRO

6 NETMOVIES

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CRITICA

Faz muito tempo que não tenho contato com os filmes do Robocop, até bem antes da versão do Padilha que veio em 2014. Clássico dos anos 80, mas minhas lembranças são de algum lugar da década de 90 provavelmente. Sei que cheguei a ver na tv aberta, apesar de não ter certeza de qual dos três foi. É quando revejo esse tipo de filme que sinto saudades da época sem frescura que filmes violentos passavam sem problemas, mas hoje não pode infelizmente. O mundo não é mais o mesmo. Pra falar a verdade nem lembrava que tinha cenas assim, com boa maquiagem e efeitos práticos, além de bastante ação.

“RoboCop: O Policial do Futuro” foi o primeiro filme de grande destaque da carreira do holandês Paul Verhoeven, que com o passar dos anos se consolidaria como um bom diretor de filmes de ficção científica. Este filme basicamente profetizou como seria a situação da cidade americana de Detroit nas questões de segurança e criminalidade. Atualmente, Detroit é uma das cidades mais violentas dos EUA, sendo famosa negativamente por representar a decadência de uma cidade que já viveu momentos melhores em sua história.

O filme é uma sátira ácida e implacável, que passa diversas mensagens em relação ao universo policial, em uma forte carga de poesia pop. O personagem Alex Murphy, após ser transformado em RoboCop, é o policial perfeito! Por um único motivo: não é humano, é um homem que faleceu e renasceu completamente desumanizado, artificialmente transformado numa máquina de matar.

Os bandidos pé-de-chinelo vistos no filme são apenas a ponta do iceberg de um problema político e social complexo, pois o buraco é muito mais embaixo, indo muito além do que se imagina. Ganância das megacorporações aliada a muita corrupção e disputas de poder até às últimas consequências, são realidades bem exemplificadas pelo filme, mostrando como um sistema falho e corrompido compromete a vida das pessoas de uma grande metrópole.

Como todo bom filme dos anos 80, não poderia faltar a magia dos ótimos efeitos visuais práticos, pois nesta época os recursos e orçamento eram bem limitados, mas a criatividade e esforço das equipes técnicas superavam os percalços desse tempo. “RoboCop: O Policial do Futuro” é um filme que deu aulas de efeitos práticos, prova disso é a cena do criminoso deformado por produtos químicos. Assustadoramente incrível!

Mas o grande destaque e o que mais me chamou a atenção no filme foi a violência, pois considerando que “RoboCop” é classificação PG-13, ele é bem sangrento em relação a essa classificação indicativa, algo que jamais seria permitido atualmente. Me surpreendeu muito! Por abordar a criminalidade urbana, o filme tinha que ser violento mesmo, não faria sentido se fosse diferente. Os anos 80 podem não ter sido a melhor década do cinema, mas com certeza foram a mais raiz, autêntica e sem frescuras. Época boa demais!