SEM CUSTO FINANCEIRO – Del (Peter Dinklage) está vivendo no seu maior sonho quando todo o resto da humanidade simplesmente desaparece após um misterioso acidente e ele é o único que sobra na face da Terra. Até que ele encontra uma segunda sobrevivente, Grace (Elle Fanning), que vai ameaçar toda a sua recém-encontrada ordem.
ONDE ASSISTIR Agora Estamos Sozinhos (2018)?
I Think We’re Alone Now
NOTA BRASIL 2.7/5 – MUNDIAL 5.8/10
POPULARIDADE
BRASIL 841 – MUNDIAL 15.000
SEM CUSTO FINANCEIRO
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| CRITICA |
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Na esteira do clássico cult “The Quiet Earth”, de Geoff Murphy (1985), “Agora Estamos Sozinhos” abandona o ruído dos efeitos especiais e a correria apocalíptica para entregar um estudo de personagem íntimo, silencioso e amargo. Dirigido e fotografado com maestria por Reed Morano, o filme transforma a extinção da humanidade no cenário perfeito pra um tipo de cinema de contenção, onde o silêncio de uma cidade deserta fala mais alto do que uma explosão nuclear.
Aqui não há heroísmo, mas sim uma fuga covarde do passado. O apocalipse se torna o analgésico ideal para dois sobreviventes traumatizados: Del (Peter Dinklage) se tranca em uma reclusão quase doentia, organizando casas de mortos para fingir controle sobre uma vida que já era miserável antes do fim; enquanto Grace (Elle Fanning) surge em uma fuga desesperada, carregando mentiras rasas sobre os pais e traumas que tenta soterrar a todo custo, mas não consegue. São dois tipos de negação colidindo — ele buscando o isolamento absoluto para não ser perturbado, e ela buscando o barulho para não ter que encarar a própria verdade.
A história tem momentos de felicidade contida, alegria breve, mas ganha contornos de uma tensão silenciosa e quase incômoda, até que a chegada de figuras misteriosas do passado de Grace (vividas por Paul Giamatti e Charlotte Gainsbourg), a ilusão desse mundo de vidro sujo se quebra. O filme dá uma virada perturbadora para um thriller psicológico, revelando uma tentativa bizarra de reestruturação social a qualquer custo. O desfecho coloca na mesa um dilema amargo e sem saídas bonitas. No fim do mundo, o que é mais doentio — encarar a dor das lembranças em um mundo vazio e morto ou aceitar a ilusão covarde da felicidade?
“Agora Estamos Sozinhos” é uma ficção científica seca, instigante e que recusa respostas fáceis.